segunda-feira, 7 de março de 2016

Chega de flores!

Inês ferreira
Chega de rosas vermelhas! Abaixo os cartões coloridos, os chavões, as mensagens repetitivas de enaltecimento as diferenças ou de reforço ao consumo e a estética. Nada de frases banais que não produzem mudanças na mentalidade machista e arcaica desta sociedade.
Neste Dia Internacional da Mulher deixe a hipocrisia de lado, tire a roupa pesada e desconfortável da agressão, da repreensão, do preconceito e da indiferença que impede o apoderamento dos direitos.
Hoje, vamos aproveitar a data para usar a “coragem” que nos atribuem para falar a verdade.
De mulher pra mulher, esta data nada tem haver com flores ou qualquer outro símbolo estético presente na mídia.
Este é um dia de luta, que começou com a incorporação do trabalho feminino nas indústrias, em plena Revolução Industrial e por consequência da Segunda Guerra Mundial. Um dia que marca o começo de uma luta coletiva que vem atravessando décadas e serve de exemplo por todos os gêneros.
Hoje, dia 8 de março, nada de rosa -choque, de pink de vermelho  paixão.
 A cor do Dia Internacional da mulher é cinza. O cheio não é de Chanel n 5, mas de  carne feminina queimada. O cenário é de horrores envolvendo 146 trabalhadoras que tiveram seus corpos carbonizados num incêndio criminoso na fábrica da Triangle Shirtwaist, em New York.
Não estamos comemorando somente as conquistas, mas o começo e o símbolo da luta por direitos e consequentemente a liberdade.
Luta que precede a queima de soutiã em praça pública. Antes de ter coragem de exibir os seios, as mulheres que protestavam tiveram seus corpos queimados (25 de março de 1911), porque protestavam por melhores condições de trabalho. Muitas décadas depois ocorreu o protesto divertido Bra-Burning, ou ‘a queima dos sutiãs’ (1968).
A luta das mulheres começou com uma base política sólida e com muito preparo. Antes de tirar a roupa, mulheres que faziam roupas, se debruçaram na literatura do Partido Socialista para organizarem as operárias da indústria do vestuário de Nova York, as primeiras a entrarem em greve.
Antes de protestar em concursos de beleza, as operárias organizaram a  Conferência Internacional de Mulheres, em Copenhague, dirigida pela Internacional Socialista, quando foi aprovada a proposta do Dia Internacional da Mulher pela  socialista alemã Clara Zetkin.
Foi assim que tudo começou. Antes da guerra de sexos, mulheres usaram seu poder de sedução no mundo das ideias, na política, como ocorreu na Rússia, em 8 de março de 1917.
Essa comemoração do Dia Internacional da Mulher foi certamente muito diferente das que vemos atualmente.  Naquele ano o Dia Internacional da Mulher foi o estopim da Revolução Russa. Nessa data ocorreu a greve das operárias da indústria têxtil contra a fome, contra o czar Nicolau II e contra a participação do país na Primeira Guerra Mundial precipitou os acontecimentos que resultaram na Revolução de Fevereiro.
Estas mulheres maravilhosas chamaram atenção de Leon Trotsky que afirmou o seguinte :
 “Em 23 de fevereiro (8 de março no calendário gregoriano) estavam planejadas ações revolucionárias. Pela manhã, a despeito das diretivas, as operárias têxteis deixaram o trabalho de várias fábricas e enviaram delegadas para solicitarem sustentação da greve. Todas saíram às ruas e a greve foi de massas. Mas não imaginávamos que este ‘dia das mulheres’ viria a inaugurar a revolução”.
Após a Revolução de Outubro, a feminista bolchevique Alexandra Kollontai  persuadiu Lenin para tornar o dia oficial que, durante o período soviético, permaneceu como celebração da “heroica mulher trabalhadora”.
Depois de tudo  ainda inventaram e propagaram  mundo a fora a maior de todas as mentiras - que mulher é sexo frágil, que mentira absurda!
Pior,  a luta foi esquecida , o significado da data ignorado e por fim transformaram em feriado comercial uma das datas comemorativas mais importantes da luta de classes e de trabalhadoras..
Ninguém lembra faz questão de dizer que esta é uma data política e de luta.
O Dia Internacional da Mulher tornou-se um dia para demostrar o amor as mulheres por meio de flores, cartõezinhos, vídeos carregados de emoção, meros cumprimentos sem comprometimento.
Mas hoje, vamos fazer diferentes. Vamos dizer a verdade.
Sem essa de dor de cabeça, cansaço – a palavra correta é não quero.
Isso mesmo!
Não quero mais assédio moral e sexual, discriminação, salários diferenciados, terceiro turno, ser a lavadeira, a passadeira, a cozinheira e a amante.
Não quero  flores,  bombons ou um medíocre gesto de gratidão.
Quero igualdade, dignidade, liberdade e ser a dona da minha história.

quinta-feira, 28 de janeiro de 2016

Cartão de registro profissional, obtido pela internet, vai substituir anotação na CTPS


A partir de hoje, o Ministério do Trabalho e Previdência Social (MTPS) vai emitir pela internet um cartão de registro profissional. A medida substitui as anotações nas Carteiras de Trabalho e Previdência Social (CTPS). O objetivo é oferecer um atendimento mais moderno e rápido aos profissionais que solicitam o registro, além de aprimorar a segurança das informações e fornecer mecanismos hábeis de comprovação.

As mudanças foram publicadas no Diário Oficial da União (DOU), desta quarta-feira (27), na Portaria Nº 89, de 22 de janeiro de 2016.

A partir de agora, os trabalhadores que tiverem o pedido de registro aceito pelo ministério vão acessar o Sistema Informatizado de Registro Profissional (Sirpweb), disponível aqui ou no Portal do MTPS, para imprimir o seu cartão. Assim, não será mais necessário retornar ao posto de atendimento para a anotação do registro na Carteira de Trabalho.

Sistema – O Sistema Informatizado do Registro Profissional (Sirpweb) foi criado para armazenar os dados de registros dos profissionais. Além disso, tem por objetivo dar transparência e agilidade aos processos de solicitação de registro, adequando-se ao que dispõe a Lei de Acesso à Informação.

Por meio do Sistema, o interessado poderá ingressar com o seu pedido de registro profissional virtualmente, acompanhar o andamento da análise da sua solicitação, consultar a situação de seu registro e imprimir o seu cartão de registro profissional.

Registro – O registro profissional é um cadastro do Ministério do Trabalho e Previdência Social (MTPS). Ele permite que profissionais de quatorze categorias regulamentadas por leis federais ingressem no mercado de trabalho: agenciador de propaganda, arquivista, artista, atuário, guardador e lavador de veículos, jornalista, publicitário, radialista, secretário, sociólogo, técnico em arquivo, técnico em espetáculos de diversões, técnico de segurança do trabalho e técnico em secretariado.

Fonte: MTE - 28/01/2016

segunda-feira, 25 de janeiro de 2016

Cícero Lourenço Pereira é reeleito presidente do SINTHORESSOR



Com 99,75% de aprovação da categoria, Cícero Lourenço Pereira foi reeleito ao cargo de presidente do SINTHORESSOR (Sindicato dos Trabalhadores Hoteleiros de Sorocaba e Região).
A eleição ocorreu nos últimos dias 21 e 22 de janeiro, na sede e  subsedes da entidade. A apuração dos votos foi feita pelo tesoureiro da FETRHOTEL (Federação dos Trabalhadores Hoteleiros de São Paulo e Mato Grosso do Sul)  Antonio Luiz de Souza (Jandaia).
“Agradeço esse resultado a categoria. Isso demonstra que nosso trabalho está sendo reconhecido pelos trabalhadores. É um honra ter a oportunidade de continuar lutando pelos trabalhadores de Sorocaba e região”, disse o presidente reeleito, após saber o resultado da eleição.
A eleição ocorreu durante dois dias com urnas itinerantes que percorreram as empresas para coleta dos votos. Apenas uma chapa disputou as eleições.
Diretores que integraram a chapa vencedora votaram na sede da entidade, na Vila Hortência, em Sorocaba. Entres eles estavam Elias dos Santos, o tesoureiro reeleito, companheiro de Cícero desde a fundação da entidade e também os sócios fundadores Carlos Preccaro e Luiz Ferrarezi Neto.
Nas empresas, os mesários que trabalharam no pleito foram muito recebidos pelos trabalhadores. A votação foi rápida e do total de votantes 4% votaram em branco e 5% tiveram os votos anulados.

Cícero é também o presidente da FETRHOTEL (Federação Interestadual dos Trabalhadores Hoteleiros de São Paulo e Mato Grosso do Sul).